A relação entre “Dor e o Amor”

Nessa postagem estilo “Ana Carolina” vamos ver o quanto amar pode aliviar a dor. Sempre acreditei que a fé em algo poderia ser um tipo de amor. Muitos tem tanta fé am algo que dizem que se realiza. Por exemplo, um colega tinha fé que ele iria comprar um carro usado. Ele teve tanta fé, mas tanta fé que simplesmente comprou o carro. Poxa, as vezes eu acho que voltamos para a época das Cruzadas, onde tudo acontecia por vontade de Deus. Enfim, amar é aliviar os problemas, no nosso caso a dor. Quem ama cuida e quem sente toda essa dor, abandona.

Em homenagem a Psicóloga Cecília Dal Magro, resolvi digamos “roubar” a matéria que ela mandou no facebook. Com créditos a ela então, a qual eu aguento e trabalho a bastante tempo. Para entender isso, foi realizada uma pesquisa nos Estados Unidos pelo pesquisador Dr. Sean Mackey onde ele pegou alguns estudantes que estavam lá em Plutão de tanto amor para dar e tirou uma Xerox do cérebro deles (ressonância magnética funcional). Esse estudo foi muito parecido com aquele que comentei sobre Palavras que Doem – http://blog.dorescronicas.com.br/palavras-que-doem/ numa postagem mais antiga. Bom, foram testadas 3 situações: mostraram fotos de um familiar, do grande amor da sua vida e foi dada uma tarefa para causar distração. Enquanto essas situações aconteciam, foi induzida dor na mão desses estudantes para ver no que dava. Quando os estudantes viam a foto de seu super amor, a dor moderada aliviava em 40% e a dor severa de 10 a 15%. Na tarefa com distração, os resultados foram parecidos, MAS as areas cerebrais funcionavam de forma diferente.

O amor induziu a acordar os Centros de Recompensa do Cérebro, tendo como parte principal a região lateral do hipotálamo. Já tinha ouvido falar nele? Eu também não. Este centro é ativado em situações prazerosas e que provoca como reação uma recompensa, que é a sensação do amor que estamos falando. O amor alimentando o amor. Ahhhhhhhh!

Já a tarefa de distração induziu a acordar areas relacionadas a cognição.

Alguns estudos já mostraram que amar alucinadamente ativa os centros de liberação de dopamina, para liberar as substâncias naturais de alívio da dor que nosso próprio sistema nervoso é capaz de produzir. A dopamina proteje o sistema nervoso também

Bom, pelo visto, o incentivo ao amor pode ser uma boa ferramenta no tratamento da dor crônica. Mas, isso não precisa ser direcionado a uma pessoa. Posso amar, por exemplo, meu macbook pro. Ou os cariocas que curtem praia podem amar alucinadamente o famoso mate com biscoito globo. Os paulistas podem amar sinistramente a Avenida Paulista, e por ai vai. HEHE. Gosto de SP, antes que alguém reclame.

Mas o amor pode curar a dor? Eu não acredito, mas como a fé move mundos e compra carros, tudo pode acontecer na vida. A cura de um amor perdido é resolvida com um amor achado. Essa foi ótima hein? Nada como no início da tarde ir assistir o Tropa de Elite 2 com a namorada para enaltecer o seu dia.

Até a próxima. Amem sem dor. E se a dor vier, ame seu fisioterapeuta!

Abraços altamente amorosos e indolores.

Artur Padão Gosling – Pada

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